Pura e simplesmente com Deus!

Há poucos dias disse pra um dos meus irmãos que ele não esperasse alguma coisa que lhe motivasse a me ligar, mas que ligasse pra mim ao nada, por nada e sem esperar qualquer outro motivo além do fato de sermos irmãos, pois isto basta e é mais do que suficiente. Disse-lhe: liga e vamos jogar conversa fora!

Aí, então, depois dessa nossa fala, pensei: E quanto a Deus, será que tenho que ter um motivo mais materializado, uma necessidade, um problema ou um reclame ou coisa semelhante para assim estar na Sua presença, em Sua companhia? Ou devo estar com o Pai por estar com Ele, pura e simplesmente, numa atitude de convívio, de amizade e de percepção do fato de que ele me quer em Sua intimidade?!

Sim! Devo me fazer presente junto a Ele por inteira aproximação e sem qualquer motivação provocada por quaisquer desses interesses passageiros e fugazes da vida. Deus é o meu Deus, o meu Pai, o meu Pastor! Sua presença me cativa e eu mantenho com ele comunhão de mesa, sem pedir licença.

Diz-nos o texto que Maria quedava-se aos pés de Jesus a ouvir-lhe os ensinamentos, e não era hora de culto, nem ambiente religioso. Nada marcado e nenhuma previedade ou preparos preliminares, mas uma total e aberta espontaneidade, sem nenhuma reserva. Completa dedicação ao Senhor Jesus!

Você já aprendeu esse dever? Não, não é dever. É entrega de alma em conluio espiritual de “velhos” conhecidos. Os humanos que sabem dessas coisas são pessoas que percebem o rilhar das passadas do Mestre e que podem dizer aos demais: é o Senhor! Não precisam ser chamados e interpelados como Adão o foi, pois tem nos lábios, a todo instante, as prontas e audíveis palavras do profeta: Eis-me aqui, Senhor! Ouviram do Mestre o mesmo som que tiniu nos ouvidos de Saulo de Tarso: Tu é para mim um vaso escolhido!

Essa gente conhece a Deus e se  deleita nEle.  Percebe-no até pelas sombras ou em horas sombrias, pois é fato que enquanto Israel viu os feitos de Javé, Moisés viu o próprio Deus, que lhe era óbvio. Ele percebia o cheiro do Altíssimo, o Seu aroma!

Conta-se que quando a rainha de Sabá foi testar Salomão na sua sabedoria, levou consigo algumas flores artificiais, completamente perfeitas e delicadamente aromatizadas, como fac-símiles de flores verdadeiras. Ela pediu a Salomão que descobrisse quais eram as artificiais e quais eram as naturais. O sábio, com sua peculiaridade incomum, mandou que as janelas fossem abertas, e assim, as abelhas que ali estavam, naturalmente voaram para as flores legítimas…

Aqueles que conhecem o Senhor, não erram. Outros aromas não lhes confundirão. Prontamente vão para o seu próprio endereço, pois aí há uma atração que lhes domina. E, enquanto outros, à semelhança de Esaú, tomam distantes caminhos à procura de sua caça, eles já estão desfrutando de sua saborosa refeição, encontrada aí mesmo, na beira de sua casa, no seu lugar secreto.

Emmanoel Avelar Gomes

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